sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Trajetória de um campeão


Esse foi o nome que dei à reportagem que fiz sobre o dia-a-dia de Marco Aurélio Ávila na 24ª do Enart. Foi uma experiência incrível acompanhar o instrutor e dançarino do CTG Aldeia dos Anjos que mais ganhou o concurso. No total, 10 vezes incluindo 2009.

As surpresas foram muitas enquanto eu fazia a coleta de dados. A primeira: o Aldeia ensaiou no sábado de manhã. Nunca imaginei que eles ensaiavam no dia da apresentação. Para eu isso era coisa de grupo amador. Outra surpresa foi o nervosismo dos dançarinos e do próprio Marco antes de entrar no palco. Pensei que a invernada por ter ganho tantas vezes o Enart já tinha superado isso. Mas é como o Marco explica: "Cada Enart é diferente. É fruto de um trabalho do ano inteiro. Então sempre o coração bate mais forte".

Toda essa preparação e nervosismo se justifica pelo fato da pressão que o grupo sofre. O público, os avaliadores sempre esperam muito do Aldeia. E nesse ano o grupo veio com tudo. Fazia dois anos que eles não eram campeões.

O mais legal foi o anúncio da vitória do CTG. Eu estava junto com eles. Já haviam sido apresentados os 4 primeiros colocados. O pessoal do grupo estava confiante mas ao mesmo tempo apreensivo. Se não ganhassem teriam que disputar regional e interregional. Mas deu tudo certo. Pela décima vez o CTG Aldeia dos Anjos foi campeão do Enart. E eu vibrei tanto quanto eles, pois esse resultado iria enriquecer mais a minha reportagem

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Prova de fogo


Eltor Breunig e Vilmar Thomé e eu na pausa para o intervalo



Enfrentei ontem (28/10) o maior desafio da minha vida profissional - apesar de estar há pouco tempo trabalhando na área, eu já tenho bastante história para contar. A missão era de mediar uma espécie de debate eleitoral que fizemos na Unisc TV. A dinâmica foi a seguinte: gravamos perguntas com professores, alunos e funcionários da universidade. Depois exibimos as perguntas para os candidatos à reitoria da instituição: Vilmar Thomé (atual reitor em busca de reeleição) e Eltor Breunig (vice-reitor.

Imagina o meu nervosismo tendo que encarar os dois. Fazer intervenções, perguntas... E outra, eles tinham outros compromissos e eu não tinha TP. Isso quer dizer que tive que decorar todo o texto. Quanto mais eu errasse mais atrasaria eles. Foi quase uma hora de tensão, mas deu tudo certo. Errei poucas vezes. E os candidatos são super gente fina. No fim da gravação eu já me senti a vontade. A experiência foi mais um grande aprendizado.


Ficou a fim de ver o resultado do debate? Então se liga na Unisc TV, canal 15 da NET. O Unisc Notícias especial sobre as eleições vai ao ar amanhã às 18h30min. As reapresentações são: Sábado às 11h e 13h, Domingo às 13h, Terça às 19h30min, Quarta às 18h30min, Quinta às 18h30min.

Focas do Q? Um sucesso

O trabalho desenvolvido por nós, as Focas do Q?, teve um ótimo resultado. As matérias foram publicadas ontem (28/10) e a repercussão foi a melhor possível.
Abaixo você confere o texto feito pelo Allan e por mim.

Os caminhos de Valdomiro

“Esse nome é por causa do jogador do Inter?”
“Não. Meus pais são gremistas.”
“E tu?”
“Também. Mas não assisto os jogos. Gosto só de ver os resultados.”
“Não gosta de futebol?”
“Não muito.”
“Nem quando era criança?”
“Não, sempre fui ruim.”
(risos)

Valdomiro Soares, brasileiro de 19 anos, não nasceu na rua, mas é como se fosse filho dela. Em especial da Borges de Medeiros, no soturno centro de Santa Cruz do Sul, onde trabalha em frente a uma pizzaria. Para afugentar o frio da noite, brinca com dois vira-latas, balança os braços como quem se exercita e bafora o ar quente da boca nas mãos em forma de concha. Movimenta-se pra lá pra cá com seu colete cor de laranja e decalques que cintilam quando iluminados. Valdomiro orienta os freqüentadores que chegam, recepciona, abre a porta do estabelecimento e simpático diz: “Boa noite; dá uma cuidada no carro?”
Milo, como é chamado pelo pessoal que trabalha na pizzaria, fixou-se no local, na quadra entre as ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro, há dois anos e dois meses. Antes disso, trabalhou durante quatro anos em outras ruas do centro.

“Como tu te tornou flanelinha?”
“O meu irmão, o Marcos, trabalhava nas ruas. Daí um dia ele me convidou pra ir junto, pra ver como era. E eu continuei.”
“E quantos anos tu tinha?”
“13.”

Valdomiro está acostumado com o ambiente onde trabalha. Vive em dois extremos. Enquanto as pessoas vão à pizzaria e aos bares próximos para se entreter, aproveitar a noite e comer ou beber algo diferente, no bairro Margarida-Aurora, onde ele mora, a luta para por comida na mesa é constante. Feito guerreiros tribais, os moradores, a maioria de classe-baixa, “caçam um leão por dia”, e nem sempre o alcançam com sucesso. “Eu sempre dou parte do que ganho pra minha mãe. Pra comprar comida no mercado.”
A mãe do Valdomiro é a Rosane Maria Soares, 40. Ele mora com ela, com o pai, o Antônio Valdemar Soares, 41, e a irmã mais nova, Viviane Luana Soares, de 14 anos. Os outros dois irmãos, o Tiago Costa Bettencourt, de 23 anos, e o Marcos Valdemar Soares, de 20, saíram de casa e hoje constituem as suas próprias famílias.

“Como tu volta pra casa?”
“Eu venho de bicicleta. Só não venho com ela no fim de semana.”
“Ué, por quê?”
“Porque daí eu dou uma volta depois do trabalho né?!”
(risos)
“É?! E aonde tu vai?”
“Por aí, pelas ruas, nas festas. Aonde Jesus me levar.”





“Quero terminar o ensino médio pra poder trabalhar de carteira assinada.” Valdomiro está nas séries finais do ensino fundamental, cursa o 2° módulo do Cemeja (Núcleo Municipal de Educação de Jovens e Adultos). “Não. Não gosto muito de ler e de escrever. Gosto é de contas.”




“A noite é tudo. Ninguém repara em ti.”

É assim que Valdomiro define a noite. Onde ele é mais que conhecido. Não só os freqüentadores da pizzaria, mas as pessoas que passam na calçada, ou mesmo de carro, sempre lhe cumprimentam, acenam, “Oi tudo bem?”, buzinam.
Valdomiro faz outros trabalhos na pizzaria. Varre a calçada quando chega, normalmente às 18 horas, compra o que falta. “Venho segundas e sextas de manhã também. Arrumo a lenha pra de noite, pago contas pro seu Luís (o dono).” Ele acrescenta que não pretende largar o serviço: “Seu eu parar, quem vai trabalhar no meu lugar? O seu Luís gosta que eu fique aqui. Ele confia em mim”. No final da noite, antes de fechar, Valdomiro ajuda os funcionários nas últimas tarefas, e quando não jantou ainda, aproveita. “Quase sempre como as pizzas que sobram, e levo algumas para casa. Eles me dão.”
Quanto ao que ganha dos freqüentadores, Valdomiro diz: “Não pressiono ninguém. A maioria do pessoal já me conhece, gostam que eu cuide dos carros. Eu não peço nada, eles que dão ou não. Paga quem quer.” Ele chega a tirar, nos dias de mais movimento (sexta e sábado), 60 reais. O valor que ganha de cada um varia de alguns centavos a 5 cinco reais.

“E o que tu mais gosta no teu trabalho?”
“Das pessoas. Das pessoas simpáticas. De conhecer. Fazer amizade.”
...
“E a noite, Milo?”
“A noite é tudo, ninguém repara em ti.”


Mutuca

Para o garçom Chrystian Morgan Freitas, há 6 anos na pizzaria,“O Valdomiro é um guri muito bom. Tem uma história muito bonita. Agente faz questão que ele trabalha aqui”.

Cássio Fischborn, garçom há 8 anos, “Esse guri fala o que ele pensa.”(risos)

“Esse guri é uma exceção da rua. Tinha tudo pra seguir outro caminho, 99% de chances, mas não seguiu” diz Milton de Morais, que trabalha há 32 anos como vigia noturno, oito deles em um prédio próximo da pizzaria.

“Ô, quando vocês forem botar o nome dele lá, botem Milo Mutuca” brinca Dagoberto Nicknig, gerente da pizzaria, onde trabalha há mais de 10 anos.

Nós perguntamos:
“Milo, por que Mutuca?”
“Porque eu to sempre lá na volta deles.”
(risos)

Texto publicado no Q? Gazeta do Sul - 28/10/2009

Os caminhos de Valdomiro

“Esse nome é por causa do jogador do Inter?”
“Não. Meus pais são gremistas.”
“E tu?”
“Também. Mas não assisto os jogos. Gosto só de ver os resultados.”
“Não gosta de futebol?”
“Não muito.”
“Nem quando era criança?”
“Não, sempre fui ruim.”
(risos)

Valdomiro Soares, brasileiro de 19 anos, não nasceu na rua, mas é como se fosse filho dela. Em especial da Borges de Medeiros, no soturno centro de Santa Cruz do Sul, onde trabalha em frente a uma pizzaria. Para afugentar o frio da noite, brinca com dois vira-latas, balança os braços como quem se exercita e bafora o ar quente da boca nas mãos em forma de concha. Movimenta-se pra lá pra cá com seu colete cor de laranja e decalques que cintilam quando iluminados. Valdomiro orienta os freqüentadores que chegam, recepciona, abre a porta do estabelecimento e simpático diz: “Boa noite; dá uma cuidada no carro?”
Milo, como é chamado pelo pessoal que trabalha na pizzaria, fixou-se no local, na quadra entre as ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro, há dois anos e dois meses. Antes disso, trabalhou durante quatro anos em outras ruas do centro.

“Como tu te tornou flanelinha?”
“O meu irmão, o Marcos, trabalhava nas ruas. Daí um dia ele me convidou pra ir junto, pra ver como era. E eu continuei.”
“E quantos anos tu tinha?”
“13.”

Valdomiro está acostumado com o ambiente onde trabalha. Vive em dois extremos. Enquanto as pessoas vão à pizzaria e aos bares próximos para se entreter, aproveitar a noite e comer ou beber algo diferente, no bairro Margarida-Aurora, onde ele mora, a luta para por comida na mesa é constante. Feito guerreiros tribais, os moradores, a maioria de classe-baixa, “caçam um leão por dia”, e nem sempre o alcançam com sucesso. “Eu sempre dou parte do que ganho pra minha mãe. Pra comprar comida no mercado.”
A mãe do Valdomiro é a Rosane Maria Soares, 40. Ele mora com ela, com o pai, o Antônio Valdemar Soares, 41, e a irmã mais nova, Viviane Luana Soares, de 14 anos. Os outros dois irmãos, o Tiago Costa Bettencourt, de 23 anos, e o Marcos Valdemar Soares, de 20, saíram de casa e hoje constituem as suas próprias famílias.

“Como tu volta pra casa?”
“Eu venho de bicicleta. Só não venho com ela no fim de semana.”
“Ué, por quê?”
“Porque daí eu dou uma volta depois do trabalho né?!”
(risos)
“É?! E aonde tu vai?”
“Por aí, pelas ruas, nas festas. Aonde Jesus me levar.”





“Quero terminar o ensino médio pra poder trabalhar de carteira assinada.” Valdomiro está nas séries finais do ensino fundamental, cursa o 2° módulo do Cemeja (Núcleo Municipal de Educação de Jovens e Adultos). “Não. Não gosto muito de ler e de escrever. Gosto é de contas.”




“A noite é tudo. Ninguém repara em ti.”

É assim que Valdomiro define a noite. Onde ele é mais que conhecido. Não só os freqüentadores da pizzaria, mas as pessoas que passam na calçada, ou mesmo de carro, sempre lhe cumprimentam, acenam, “Oi tudo bem?”, buzinam.
Valdomiro faz outros trabalhos na pizzaria. Varre a calçada quando chega, normalmente às 18 horas, compra o que falta. “Venho segundas e sextas de manhã também. Arrumo a lenha pra de noite, pago contas pro seu Luís (o dono).” Ele acrescenta que não pretende largar o serviço: “Seu eu parar, quem vai trabalhar no meu lugar? O seu Luís gosta que eu fique aqui. Ele confia em mim”. No final da noite, antes de fechar, Valdomiro ajuda os funcionários nas últimas tarefas, e quando não jantou ainda, aproveita. “Quase sempre como as pizzas que sobram, e levo algumas para casa. Eles me dão.”
Quanto ao que ganha dos freqüentadores, Valdomiro diz: “Não pressiono ninguém. A maioria do pessoal já me conhece, gostam que eu cuide dos carros. Eu não peço nada, eles que dão ou não. Paga quem quer.” Ele chega a tirar, nos dias de mais movimento (sexta e sábado), 60 reais. O valor que ganha de cada um varia de alguns centavos a 5 cinco reais.

“E o que tu mais gosta no teu trabalho?”
“Das pessoas. Das pessoas simpáticas. De conhecer. Fazer amizade.”
...
“E a noite, Milo?”
“A noite é tudo, ninguém repara em ti.”


Mutuca

Para o garçom Chrystian Morgan Freitas, há 6 anos na pizzaria,“O Valdomiro é um guri muito bom. Tem uma história muito bonita. Agente faz questão que ele trabalha aqui”.

Cássio Fischborn, garçom há 8 anos, “Esse guri fala o que ele pensa.”(risos)

“Esse guri é uma exceção da rua. Tinha tudo pra seguir outro caminho, 99% de chances, mas não seguiu” diz Milton de Morais, que trabalha há 32 anos como vigia noturno, oito deles em um prédio próximo da pizzaria.

“Ô, quando vocês forem botar o nome dele lá, botem Milo Mutuca” brinca Dagoberto Nicknig, gerente da pizzaria, onde trabalha há mais de 10 anos.

Nós perguntamos:
“Milo, por que Mutuca?”
“Porque eu to sempre lá na volta deles.”
(risos)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A timidez dos meninos

A casa dos meninos é a maior de todas. É de três andares. Porém são usados apenas 12 cômodos no segundo andar. Possui sala de estudos e refeitório e lavanderia. Só o pátio que se restringe a uma pequena área nos fundos. Tem estrutura antiga, mas está em reforma. O que chamou a atenção nessa casa foram os cadeados nas portas. São muitos.
Ao contrário do barulho do berçário, no Lar dos meninos o silêncio predomina. Quando cheguei dois estavam assistindo televisão na sala. Tentei conversar um pouco com eles. Muito acanhados consegui descobrir que o menor Etevan*, 7 anos, está na segunda série em uma escola municipal de Cachoeira. Quando questionei se gostava de morar ali, ele de cabeça baixa disse que sim. Mas em seus olhos pude ver que isso não era verdade. Insisti perguntado qual era o seu sonho, ele respondeu que não tinha nenhum.
O mais velho, Ricardo*, 15 anos, está na quarta série de uma escola estadual. Provavelmente seja aluno do EJA (Educação de Jovens e Adultos). Estuda à noite e durante o dia participa de projetos sociais que oferecem cursos como pintura, costura, violão, serigrafia e informática. Ele também não tinha sonho nem objetivo na vida. Mas algo nele me chamou a atenção. Esse menino não era igual aos demais.
Consegui conversar com mais três meninos, que são irmãos. O Everson*, 12 anos, o Gustavo* 10 anos e o Alisson* 6 anos. As repostas foram curtas e parecidas com as anteriores. Não tinham sonhos e gostavam de morar ali. Notei que as respostas não foram muito sinceras e que eles não estavam à vontade com a minha presença. A timidez era característica dos moradores dali.
As fugas no Lar dos meninos são incomuns. Segundo Sérgio Frankini Moura, o coordenador da casa, os guris são muito tranqüilos e quietos. “De vez em quando dá algum atrito de disputa de espaço. Uns querem ver televisão enquanto outros querem ouvir música. Mas só isso. Trabalhar com eles é uma maravilha”, elogia Moura. O coordenador conta que quando bate a saudade, os meninos choram. “Pelo histórico que eles trazem, poderiam ser muito mais revoltados com a vida do que são”, pondera o coordenador.
Conversei com o Sérgio enquanto ele me mostrava as acomodações da casa. Todos os meninos dormem no mesmo lugar apenas o Ricardo* não. “Não sei se tu notou, mas ele tem tendências homossexuais, o quarto dele é esse aqui”, mostra Sérgio. O quarto do menino era repleto de flores e corações feitos de pano. Além de desenhos e fotos masculinas. “Nenhuma psicóloga conseguiu descobrir se ele é ou não gay. Apesar do jeito dele, os outros meninos respeitam e não apresentam nenhum tipo de preconceito”, assegura o coordenador.
Para Caroline Dorneles, serviços gerais na casa, trabalhar ali é um prazer. “Eu adoro. O melhor é beijo e o sorriso na hora que eu chego e quando saio. Ao contar isso Caroline encheu os olhos de lágrimas. “Entre as casas do Lar Transitório essa é a melhor de trabalhar. Os meninos são uns amores. Não incomodam nada, nada”, afirma Caroline. Já Delair Vargas de Oliveira, cozinheira no Lar, considera os meninos como filhos. Emocionada ela diz: “Quando eu vim trabalhar aqui, me disseram. Tu vai pra lá trabalhar e não para ser mãe deles. Mas como eu não vou fazer um pouco do papel de mãe? Eles precisam tanto de carinho. O carinho da mãe verdadeira eles não tem, mas a gente tenta suprir um pouco disso.”

UNISC NOTÍCIAS - Edição 23/10/09

Assista na edição desta semana do Unisc Notícias:

- A campanha eleitoral na Unisc

- Dia internacional da animação terá atividades em Santa Cruz do Sul

- Projeto Unisc Escola realiza evento em Venâncio Aires

- Saiba como foi criada a campanha publicitária Movimente-se

E ainda:

A segunda reportagem da série sobre o uso das bicicletas

Conheça um pouco mais sobre o programa de pós-graduação em Desenvolvimento Regional

Dica Cultural

UNISC NOTÍCIAS
EDIÇÃO INÉDITA: Toda sexta às 18h30min
Reapresentações: Sexta às 20h30min, Sábado às 11h30min e 13h30min, Domingo às 13h, Segunda às 18h30min, Terça às 19h30min, Quarta às 18h30min, Quinta às 18h30min.
UNISC TV - CANAL 15 DA NET

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vida na noite

Um outro mundo conheci na sexta-feira passada quando o Allan e eu fomos fazer a matéria para o Q? O mundo de quem trabalha na noite. Enquanto nós ficamos em nossas casas, descansando, assistindo tevê ou fazendo festa, tem gente que ralá muito para levar comida para dentro de casa.

Mas o que mais me surpreendeu foi que as coisas estão mais próximas do que a gente imagina. A questão das drogas, por exemplo. Só na sexta-feira conheci uns quantos usuários. E nós não estávamos em lugares remotos da cidade nem eram altas horas da noite. Ficamos das 19h à meia noite em uma rua super movimentada do centro de Santa Cruz.

Porém a nossa reportagem não vai tratar nem de profissionais da noite e nem vai ser sobre drogas. O tema dela eu não vou contar. Mas adianto que vai ser surpreendente e interessante. Isso você vai conferir no dia 28/10, na edição especial do Q?, onde os focas vão dar a cara a tapa no mercado de trabalho.